Projeto gráfico para e-book não precisa ser um Fiasco Total!

por Lúcia Reis
9 de abril de 2015


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Os primeiros e-readers, leitores criados exclusivamente para a leitura de livros digitais, não possuíam suporte para fontes embutidas, deixando com que todos os livros tivessem a mesma aparência, sem diferença de projeto gráfico.

Há quem diga que não há sentido em se preocupar com projeto gráfico de e-books, já que o leitor pode configurar seu livro com a fonte, espaçamento e alinhamento que desejar. Existe verdade nessa afirmativa, mas será mesmo que o projeto gráfico do livro digital realmente não é importante?

Como tudo na vida, a resposta é relativa. Para um livro com um único eixo narrativo, é pouco provável que a tipologia seja essencial no processo de atribuição de sentidos. No entanto, existem diversas narrativas que utilizam recursos gráficos como forma de enriquecer o texto.

No cenário tecnológico, hoje temos aparelhos que possuem a opção de configuração da editora, respeitando o projeto gráfico idealizado pelo editor. Esse recurso possibilita o trabalho de conteúdo junto a recursos gráficos em livros digitais.

Em alguns de nossos últimos lançamentos foi extremamente importante se manter fiel ao projeto gráfico original, para que não se perdesse parte da graça das publicações. Um livro que certamente tem destaque neste sentido é Timmy Fiasco: errar é humano.

O livro, narrado em primeira pessoa pelo protagonista Timmy, mescla texto e ilustrações bem-humorados, de forma que ambos os recursos colaboram na construção da narrativa. Com um projeto gráfico elaborado, temos também diversas fontes que marcam diferentes vozes ou meios de comunicação na narrativa, como uma crítica anônima…

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… correspondências eletrônicas….

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… um diário “encontrado”…

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…cartas trocadas…

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… entre outras coisas sensacionais do livro de Stephan Pastis.

Com um livro tão rico, onde todos os elementos trazem significados para a história, seria impossível produzir uma versão digital sem se utilizar de um projeto gráfico mais elaborado.

Claro que em alguns casos foram necessárias algumas florzinhas – como no diário da Corrina, que foi dividido em HTMLs diferentes para melhorar a leitura. O importante é saber pesar o que é essencial para a experiência de leitura com o que efetivamente é transponível para livros digitais. Só assim será possível ter um e-book com um projeto fiel tanto à ideia do livro quanto ao formato digital.

Veja também:
 Visite o site de Timmy Fiasco: www.rocco.com.br/timmyfiasco
 A pré-história do digital.
 Definindo o livro digital.
 código e verso.

Lúcia Reis é Coordenadora de Livros Digitais da Rocco.

TAGS: Rocco Digital, Rocco Jovens Leitores, Timmy Fiasco,

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