Da inspiração – Como nasceu o novo livro

por Chris Melo
30 de novembro de 2016


“De onde veio tal ideia? O que te inspira? Você se baseia em fatos e pessoas reais?” são algumas das perguntas que mais ouço desde que ingressei na louca jornada de publicar livros. Talvez todos queiram saber como a mágica acontece dentro da cabeça de quem escreve, ou ainda, queiram descobrir por quais caminhos meus neurônios andam para, assim, quem sabe, conseguirem entender melhor como tudo funciona: do abstrato ao papel, do pensamento à letra.

A verdade é que a inspiração não é tão mágica assim, uma história nasce da insistência, da vontade e das possibilidades. Desta vez, confesso que a ideia nasceu de uma inocente sugestão, ou melhor, de um desejo de um dos meus leitores beta. Assim que ele terminou de ler meu livro de estreia, SOB A LUZ DOS SEUS OLHOS, disse que gostaria de saber mais sobre o personagem Cadu. Falou ainda que ficou se perguntando sobre o que teria acontecido com ele e que adoraria conhecer os dias não contados daquele jovem coadjuvante.

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“O que aconteceu com o Cadu?” foi a pergunta que gerou o desassossego e que me fez fechar os olhos para tentar enxergar o destino do cara gente boa, que adorava seu trabalho, seu estilo de vida saudável e que surtou ao ver seu coração aos frangalhos por ter se metido em uma história de amor que não era a dele.

“O que aconteceu com o Cadu?” foi o pensamento insistente que me fez ter vontade de enxergar as variáveis que me levaria ao seu futuro. Não foi fácil. Talvez tenha sido meu texto mais árduo. E o curioso é que se trata da minha história mais pura, com menos artifícios de narração, viradas hollywoodianas e distrações no enredo. É minha história mais simples e, a essa altura, bem sei que simples não significa simplista.
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Justamente por isso, foram os poemas de Mário Quintana – conhecidos por usar o cotidiano para falar da complexa natureza humana – que me acompanharam na construção desta nova trama. Desde o momento em que me sentei e comecei a conceber o universo de Cadu, Quintana parou ao meu lado e permitiu que eu pegasse algumas de suas janelas, ruas do interior, um pouco de céu e um par de passarinhos emprestados para aprender com seu olhar transparente sobre tudo o que nos é turvo. Ele foi meu companheiro de viagem e me ajudou a descobrir mais um jeito de contar histórias, me ensinou a falar da grandiosidade que envolve a vida absolutamente comum, rotineira e de pessoas que poderiam ser suas vizinhas, alguém que poderia ser você.

Eu sempre aprendo, sempre cresço e me sinto mais plena a cada livro. Com este, não foi diferente. E aqui estamos nós… Muitos anos depois, lhe entrego esta história que fala de recomeço, de reencontro e de amor. Amor de família, de amigo, de corpo e de Alma.

Muito em breve nos encontraremos nas ruas da Serra de Santa Cecília e desejo profundamente que sintamos juntos tudo aquilo que depositei no papel. E que você sorria, suspire, perca o ar, ame, chore, reflita e sinta no peito o calor que eu senti ao escrever. Só assim fará sentido, só assim será real.

Por enquanto, deixo aqui minha esperança de que Cadu e Alma cumpram seu destino deixando no mundo as marcas do amor que viveram e o meu mais profundo desejo de que seu coração esteja pronto para acolher mais uma de minhas histórias.

Beijo Carinhoso.

Chris Melo

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