Curiosidades sobre a série Redenção

por Nana Pauvolih
7 de março de 2015


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Geralmente, quando tenho ideias para algum novo romance, anoto tudo que me vem à cabeça. Em alguns momentos, preciso começar a escrever logo e faço isso; em outros, deixo guardado até “sentir” melhor a história e assim começar.

Em 2008, eu tive muita inspiração e aproveitava todo o tempo livre para escrever, mas ainda sendo limitada pelas obrigações do dia a dia. Foi neste ano que Arthur Moreno veio em minha mente e eu criei um cafajeste de verdade, apostando na sua redenção. Escrevi cerca de cinco capítulos e, por problemas pessoais, não o terminei.

De vez em quando, eu ia lá, relia a história, acrescentava alguma coisa, mas no fundo sentia que ainda não era a hora de mexer com ele. Assim, me dediquei a outros livros.

Em 2013 fundei meu grupo “Romances Picantes de Nana Pauvolih” e, após terminar um livro, perguntei no grupo qual nova história elas queriam que eu escrevesse. Dei a opção do cafajeste e outra, de uma mulher divorciada com dois filhos que reencontra o amor. Bem, a maioria quase absoluta escolheu o cafajeste. E comecei uma das mais loucas e intensas viagens da minha vida.

Avisei desde o início que Arthur seria um canalha, safado, sem vergonha. Que elas poderiam odiá-lo. Mas que ao final estariam amando-o. Foi uma animação só e comecei a escrever e postar capítulo por capítulo no blog e no wattpad. A euforia era tanta que eu postava todos os dias. Os pedidos eram quase ordens. Elas ansiavam por mais e eu fiquei com gana de escrever, não conseguia parar nem para respirar. Acabava um capítulo, geralmente no final da tarde, e o colocava nas plataformas para serem lidos no mesmo dia.

As leitoras sumiam por alguns minutos do grupo, lendo. Depois voltavam, todas fazendo comentários ao mesmo tempo, discutindo, elogiando, opinando, reclamando do safado do Arthur, se encantando com algumas cenas, as emoções todas à flor da pele. Às vezes eram mais de mil comentários em uma única postagem. E eu lá, rindo, me divertindo, dando spoilers. Era realmente algo único que eu vivia ali, intenso, maravilhoso, diferente de tudo.

Redencao de um cafajeste_capa menorEntão, começou a revolta. Elas ficavam furiosas com o que o nosso reizinho aprontava e queriam o sangue dele, exigiam vingança da Maiana. Entrava em cena o Matt (Matheus, do segundo livro), que também se apaixonava por Maiana e era amigo de Arthur, mas um bom moço. Muitas passaram a pedir um romance entre eles. Outras defendiam o Arthur. Virou uma loucura ainda maior, eu ria e dizia a elas de novo que, ao final, estariam apaixonadas por Arthur e suplicando por ele.

Uma das mais ativas no grupo, amiga que adoro, ficou tão furiosa com as travessuras do nosso reizinho que, num momento de revolta, saiu do grupo, se recusou a continuar lendo e sumiu.

E como eu tinha previsto, começou a tragédia de Arthur, que se arrepende de seus pecados e paga por cada um deles. Foi uma reviravolta. Eram muitas opiniões, muitos pedidos, muita troca. E embora em um momento ou outro eu as agradasse dando algo que pediam, mantive-me fiel à história que imaginei desde o início. No fundo, eu sabia que aquele era o caminho e sempre segui muito a minha intuição.

Arthur foi meu personagem mais polêmico. Além de trazer muitas amigas e leitoras para mim, ele também se tornou tão importante que gerou uma série. De início seria só o livro dele, mas os pedidos foram muitos e decidi escrever uma trilogia, em que cada livro contaria a história de um amigo (Arthur, Matheus e Antônio). Os três aparecem em todos os livros, apesar de terem histórias independentes.

Terminei Redenção de um cafajeste muito feliz, com uma sensação maravilhosa de dever cumprido e um cansaço danado, pois escrevia ininterruptamente e vivi muitas emoções exaltadas no decorrer deste processo. Depois de descansar um pouco, voltei com carga total e comecei a escrever o segundo livro: Redenção e submissão, focado no Matt. Novamente eram capítulos todos os dias, comentários, discussões, elogios, opiniões. Neste livro também mostro um pouco mais do Antônio, amigo de Arthur e Matheus. Logo de cara todas ficaram curiosas sobre ele, pois era o mais sério e misterioso dos três. Comecei então Redenção pelo amor e vivi de novo emoções únicas, mas diferentes.

Escrevi a série Redenção em muito pouco tempo, mas sinto que não o fiz sozinha. Eu tive companhia o tempo todo, ri e me diverti, me emocionei e chorei, e fiquei muito feliz quando finalmente a amiga que tinha saído do grupo voltou e me disse que tinha criado coragem, lido o livro do Arthur e se apaixonado loucamente por ele! Tudo deu certo. Ali eu ganhei não apenas leitoras, ganhei amigas de verdade, as minhas “nanetes”.

A série Redenção foi um presente na minha vida, me trouxe coisas maravilhosas, desde o início. E continua trazendo, como agora, sendo lançada pela Rocco, dentro da coleção Violeta do Selo Fábrica 231. Arthur, Matheus e Antônio são especiais, surgiram de um livro que comecei em 2008 e só fui terminar em 2013, indo muito além de tudo que imaginei.

Redenção de um cafajeste, Redenção e submissão e Redenção pelo amor estão chegando às maiores livrarias do Brasil, pela editora que eu sempre quis. É a realização de um sonho e uma grande felicidade.

 

Nana Pauvolih é pioneira da autopublicação no segmento erótico nacional. Com a trilogia Redenção, Nana faz sua estreia no selo Fábrica231 e inaugura em grande estilo a participação de autores nacionais na coleção Violeta.

 

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Comentários sobre "Curiosidades sobre a série Redenção"

  1. Sou suspeita para falar.. li todos os livros da Nana e sou nanete assumida. “Redenção de um cafajeste” foi meu primeiro livro e depois dele não consegui mais largar. Amei, e desejo que todos seus sonhos se realizem e muito sucesso. Já garanti o meu reizinho pra mim.

  2. Mensagem*Foi logo no começo do Arthur que tomei gosto por Nana já li quase todos os livros dela….mas minha paixão é a Serie Redenção principalmente o Cafajeste Arthur e o Intensão Antonio…e agora mais apaixonada pois o Avatar agora sim se parece como ele desculpe ai Nana mas o Rodrigo, não tem nada do Nosso Reisinho…ansiosa na espera do Físico….parabéns pra vc e com certeza Deus abençoando sempre

  3. O que dizer? Feliz por ver esta obra maravilhosa agora em livro físico. Eu estou ansiosa para ter ele, meu famoso Arthur em mãos. Sucesso garantido!! Parabéns, Nana, é o que deseja sua amiga e fiel NANETE.

  4. Eu sou com um orgulho danado uma Nanete louca que chora, comenta, se descabela, fico com raiva e apaixonada ao mesmo tempo….naqueles capítulos diário do Reizinho eu os lia sem respirar, de tão ansiosa que ficava….uma viagem cheia de emoções fortes….

  5. Adorei ler e relembrar o que passamos nessa altura. Lembro bem de reclamarmos e a Nana cheia de paciencia pedir para termos calma, porque tanto quanto o odiavamos tambem o iriamos amar. Eu não saí do grupo mas confesso que cheguei a suspender as leituras por alguns dias, pq no seu auge este Cafajeste este Arthur é dificil de engolir e eu morria de ansiedade pela sua redenção. E que perfeita foi.
    Foi um prazer assistir a tudo e adorei relembrar esses tempos.
    Bjos desta para sempre Nanete

  6. Sou completamente apaixonada por Arthur Moreno e Maiana, de todos os livros que li, esse é o que se aproxima mais da minha realidade, apaixonante, excelente, não deixa nada a desejar em relação a livros renomados, Parabéns Nana <3

  7. Sou uma Nanete de 1ª hora.
    Descobri seus livros maravilhosos, por acaso, no blog da Danka.
    Me apaixonei e seguia religiosamente.
    Seus livros já eram sucesso, mas, a partir do Arthur, foi uma loucura e você nos acostumou muuuito mal com capítulos diários.
    A ansiedade e cobrança eram imensas.
    Depois, aconteceu o mesmo com o livro do Theo.
    Uma loucura tão grande que foram necessários 2 livros.
    Agora, estou ansiosa, esperando o último livro dos irmãos Falcão (Heitor e Pedro) e como está demorando!
    Mas, vou me contentando em reler os que mais gosto, já que os tenho (todos) guardadinhos no meu iPad.
    Você é nosso maior orgulho.
    Desejo-lhe cada vez mais sucesso.

  8. Nana Pauvolih, grande escritora nacional, seus livros e suas séries são pra lá de maravilhosos.
    Não me decepcionei com nenhum de seus livros, pelo contrário. Um melhor que o outro. Você termina um e já quer começar o próximo.
    A Nana é esta mulher corajosa, guerreira, brilhante naquilo que escreve e faz, mulher de desafios pois quando começa algo só para quando termina e nunca decepciona.
    Parabéns a esta grande mulher brasileira!

  9. Mensagem*Sou nanete de carteirinha!!!
    impossível ler e não amar os livros, as estórias, os personagens – Nana tem uma maneira especial de escrever – amo e admiro cada linha.
    Arthur Moreno – Reizinho, nunca o odiei, mas teve horas que senti vontade de esgana-lo, mas ele é ótimo – no final acabei amando-o.
    Bom, a Maiana é minha paixão, a admiro.
    ótima leitura à todos – super indico.

  10. Sou apaixonada pela série Redenção, principalmente pelo “Redenção de Um Cafajeste”, meu favorito. Já fiz o pedido do livro e estou só no aguardo da chegada e assim será com os outros dois livros. Já li e amo todos os livros da Nana.

  11. Nana é muito mais que uma escritora, ela é uma “fazedora” de desejos, uma contadora de ‘estórias’ da vida… Uma autora que vai muito além do romance, do erótico, do drama. Compará-la a E. L. James é um pecado literário. Não que eu não curta a James e todos os seus ‘Cinquenta Tons’, mas a Nana vai muito além disso. Ela tem uma sensibilidade para escrever e uma liberdade de sentidos que mexe com a gente (nanetes) no mais profundo. Seus personagens se impregnam em nossas mentes de forma que fica impossível parar de ler… Não será raro, daqui para frente, pegar uma moça ou outra, andando pelas charmosas calçadas cariocas procurando por um Arthur, um Matt, um Antônio e muitos outros adoráveis mais!

  12. Amei relembrar estes momentos tão intensos que vivi com a Nana, as nanetes e esta série Redenção. Ansiedade a mil, raiva, angústia, paixão, foram tantas emoções que com certeza iremos reviver com o lançamento da série em livro físico. E não vejo a hora de me apaixonar outras vez pelo Antônio, dono quase total do meu coração kkkk Me faz até lembrar da canção: “se chorei ou se sorri o importante é que emoções eu vivi”!!! E para livros da Nana: aguenta coração!!! Bjos!!!

  13. Essa série é boa, principalmente os primeiros dois livros, o terceiro e muito cheio de letras de musicas, e isso vai enjoando, parece que a escritora não sabia preencher essas lacunas e colocou letras de musicas para expressar os sentimentos dos personagens. E isso tornou 40% do livro maçante. Fora isso, é uma série muito boa.

  14. Eu amei essa série, meu preferido é o o Antônio, gente do céu!!! O que é o Antônio, muito intenso, forte, único. Queria sugerir uma nova série com a história dos filhos deles. O final nos deixa com esse gostinho de quero mais que ainda não acabou.

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