Sobre Editora Rocco

A Editora Rocco possui um catálogo eclético de mais de dois mil títulos com obras de referência tanto de ficção quanto de não-ficção. Conheça: http://bit.ly/2dyNinF

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NEVERMOOR: OS DESAFIOS DE MORRIGAN CROW, de Jessica Townsend

Nascida no Escurecer, o pior dia para uma criança nascer, Morrigan é considerada culpada por todos os infortúnios de sua cidade – de tempestades de granizo a ataques cardíacos – e, o que é pior, a maldição a condena a morrer à meia-noite de seu décimo primeiro aniversário. Mas, enquanto Morrigan aguarda seu destino, um homem estranho e extraordinário chamado Jupiter North aparece. Perseguidos por cães de fumaça e sombrios caçadores montados a cavalo, ele a leva para a segurança de uma cidade secreta e mágica: Nevermoor. Mas, para permanecer definitivamente em Nevermoor, Morrigan precisará passar por quatro desafios difíceis e perigosos, competindo com centenas de outras crianças – caso contrário, terá de deixar a cidade e enfrentar seu destino fatal. [Leia mais]

SOBRE O AMOR, de Organizado por Tavi Gevinson

Sobre o amor nos convida a conhecer as diversas facetas do amor: amor de amantes, amigos, irmãos, pais e filhos, amor por gatinhos ou cãezinhos, amor por viagens, sensações, descobertas, autocuidado, amor por música, livros, poe-
sias, todo tipo de amor. Narrado por 45 vozes que refletem o máximo da representatividade. [Leia mais]

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A RAINHA ESPANTALHO, de Melinda Salisbury

A série iniciada com A Herdeira da Morte chega ao clímax. Explosivo e sombrio, A Rainha Espantalho é o final estonteante e perfeito para uma trilogia de sucesso. Twylla e Errin estão separadas, isoladas e com o tempo se esgotando. O Príncipe Adormecido não vai deixar que nada impeça a sua ascensão definitiva ao trono. [Leia mais]

 

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O Ciclo A Herança, série lançada por Christopher Paolini lá em 2002, conquistou muitos e muitos leitores ao longo dos anos. Com elementos que remetem a Senhor dos Anéis e Star Wars, os livros contam a trajetória do garoto Eragon e seu fiel dragão, Saphira, e alcançaram o topo de diversas listas de best-sellers do mundo, como a do New York Times, além de arrebatar fãs que faziam filas a cada lançamento.
Para a felicidade dos leitores, um novo livro neste universo fantástico já tem data marcada para chegar ao Brasil. O garfo, a bruxa, e o dragão traz uma coletânea de contos que nos levarão de volta a Alagaësia e nos farão matar um pouco da saudade de nossos personagens favoritos. O lançamento será em outubro.

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Na série, quando Eragon encontra uma pedra misteriosa nas montanhas da Espinha, ele nem imagina o quanto sua vida está prestes a mudar. Após algum tempo tentando vendê-la para conseguir mais suprimentos para sua família, aquilo que ele acreditava ser um simples objeto eclode e ele vê um filhote de dragão bem na sua frente. Nesse momento é estabelecido um vínculo e uma conexão mental que existe apenas para os chamados Cavaleiros de Dragão, e, dessa forma, eles estão conectados para sempre.

Eragon é aquele herói que conquista o leitor de cara e gera uma grande empatia. Suas questões e motivações pessoais são bastante reais e próximas do que nós sentimos, como insegurança, medo e a necessidade de sermos fortes nas adversidades. Ele é leal a seus amigos e em que acredita, mesmo quando é tentado a seguir o caminho do mau ou quando não se acha capaz de vencer o inimigo.

Ao fim do quarto e último livro do Ciclo da Herança, podemos ver a evolução dos personagens, como eles não se adequariam a sua antiga vida e como amadureceram por conta dos desafios e aprendizados que tiveram.

Com esse novo livro, Paolini nos convida a conhecer um pouco mais da história e dos mistérios de Alagaësia, o continente em que se passa o Ciclo da Herança. Também saberemos o que aconteceu após o final do livro quatro, Herança.

Com os contos de O garfo, a bruxa, e o dragão, vamos embarcar novamente neste mundo cheio de magia, dragões, criaturas fantásticas. E, claro, reencontraremos personagens icônicos como Angela, Arya e Murtagh.

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Diferente de tudo que Christopher Paolini fez até agora, seu novo livro é composto por três contos, uma novidade para seus leitores.

No primeiro, intitulado Uma bifurcação na estrada, reencontramos Murtagh, o meio-irmão de Eragon. Vamos descobrir como ele tem levado a vida desde que se despediu do irmão e de Nasuada. Sendo um dos personagens mais controversos e interessantes do Ciclo A Herança, é uma ótima oportunidade de descobrirmos o destino de um dos personagens com maior desenvolvimento da saga.

O segundo conto talvez seja o mais esperado pelos leitores de Christopher. Sobre a natureza das estrelas foi escrito por Angela Paolini, famosa por ser a inspiração de uma das mais queridas personagens do universo de Eragon, Angela, a herbolária.

Aqui, a Angela entrega um livro a Eragon, cheio de histórias que ela mesma escreveu sobre sua vida e suas aventuras dizendo que o que está escrito nele é “tão verdadeiro quanto falso”. Sempre enigmática, claro. Mas finalmente podemos conhecer de verdade a personagem mais misteriosa e querida da série.

O verme de Kulkaras é o conto mais longo e também o mais surpreendente. Paolini escreve com mais profundidade sobre os Uragls.

Esses seres são velhos conhecidos do leitor do Ciclo A Herança, eles sempre estiveram nas histórias e ajudaram Eragon na batalha final, mas, diferentemente da forma como conhecíamos elfos e anões, sobre os Urgals nós sabíamos bem pouco.

Agora, entramos em uma tribo Urgal e conhecemos os mitos e as histórias sobre força, coragem e união. Com isso, os enxergamos como um povo que vai muito além de guerras e batalhas. Esse é um conto mais denso e comovente com todos os elementos clássicos da escrita de Paolini.

Foi muito interessante conhecer mais os Urgals e ver que, apesar de muitos anos terem se passado e de muitos livros publicados, Christopher Paolini ainda consegue nos apresentar novas histórias mágicas e incríveis.

Giselle Brito é estudante de Jornalismo na UFRJ e estagiária do editorial, nos selos infanto-juvenis, da editora Rocco. Além de apaixonada por livros e Harry Poter, está sempre procurando uma comédia romântica clichê para assistir.”

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DESTINOS DIVIDIDOS, de Veronica Roth

As vidas de Cyra Noavek e Akos Kereseth são regidas pelas fortunas reveladas no momento do nascimento. O destino prevê caminhos opostos para os dois, mas, em uma galáxia regida pela vingança, onde a opressão e a violência permeiam as vidas dos moradores dos nove planetas, Cyra e Akos descobrem uma força inesperada ao se unirem. O mesmo destino que os colocou juntos, no entanto, é o que faz de tudo para separá-los.
Na segunda e última parte da história que mistura fantasia e ficção científica, Veronica Roth, autora do best-seller Divergente, oferece mais detalhes do mundo de Cyra e Akos e explora as consequências da intriga política para a intricada rede de personagens que compõem a galáxia apresentada no livro Crave a Marca. Em Destinos divididos, o conflito que atinge a galáxia se desenrola sob quatro perspectivas, que intercalam diferentes vozes em uma narrativa repleta de esperança e resiliência. [Leia mais]

RÁDIO SILÊNCIO, de Alice Oseman

Rádio Silêncio não é um livro leve e apresenta uma trama que prende o leitor até suas páginas finais. A história principal que envolve Frances e os gêmeos Last é acompanhada por dramas secundários que são tão envolventes quanto o cerne principal desta narrativa. É apenas lutando contra nossos medos mais secretos que podemos superá-los. E é apenas sendo verdadeiros com nós mesmos que podemos encontrar a felicidade. Frances vai precisar de cada gota de coragem que ela tem para viver esta aventura. [Leia mais]

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INIMIGOS PÚBLICOS, de Ann Aguirre

Ao se apaixonar por Kian, Edie foi arrastada para o Jogo Imortal, onde a crença é capaz de tornar seus medos realidade. Inimigos Públicos é o novo livro de Ann Aguirre e continuação do sucesso Perigo Mortal. Por causa do sacrifício de seu namorado Kian, Edie Kramer agora está a serviço do misterioso Harbinger, mas
seu apoio pode ser tão mortal quanto a oposição. [Leia mais]

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DANIEL, DANIEL, DANIEL, de Wesley King

Daniel acredita que não é normal. Ele não consegue explicar por que fica tão agoniado se não consegue cumprir seu ritual antes de dormir – dar um determinado número de passos até sua cama e ligar e desligar o interruptor até ficar satisfeito. Ou ainda quando escreve repetidamente o número quatro, por exemplo. Focado em esconder isso das pessoas para não ser considerado mais esquisito ainda, ele se vê diante de um mistério que fará com que perceba que não está tão sozinho quanto imaginava. [Leia mais]

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A Lei Áurea foi assinada há 131 anos, mas as sequelas da escravidão permanecem. A escravidão negreira teve um diferencial marcante em relação aos demais regimes escravocratas ao longo da história: o processo de desumanização. Os escravizados foram arrancados de suas famílias, idiomas, culturas, religiões, ancestralidades e hábitos. Jogados nos porões de navios, transportados como mercadorias. Chegaram a espalhar que esses não possuíam alma.

Tomi Adeyemi, norte-americana de origem nigeriana, se inspirou nos Orixás para criar o Reino de Orïsha

Filhos de sangue e osso não é um livro sobre a escravidão no Brasil, embora a autora Tomi Adeyemi tenha conhecido a mitologia iorubá em uma visita à Salvador. Mas as consequências da escravização do povo negro e sua reação no último século perpassam toda a obra. Não só isso, também é importante a representatividade de termos uma autora negra com enorme destaque internacional, contando uma história ambientada em um reino inspirado na África e apenas personagens negros.

O processo de miscigenação no Brasil e a repressão chegaram a enfraquecer e até cortar os laços de muitos negros e negras com sua identidade e origem africana. O orgulho de ser negro foi roubado e substituído pela afirmação que ser negro é algo ruim. Ensinaram que deveríamos sentir vergonha da nossa cor, dos nossos traços, dos nossos cabelos crespos. O nascimento de pessoas negras cada vez mais claras era celebrado e desejado.

Essa temática é abordada em “A redenção de Cam”, de Modesto Brocos. Na pintura datada de 1895, vemos a celebração pelo embranquecimento causada pela miscigenação.

A Redenção de Cam. Fonte: Itaú Cultural

Você nos esmagou para construir sua monarquia sobre o nosso sangue e ossos. Seu erro foi nos deixar vivos. Foi pensar que nunca revidaríamos!”

Em Filhos de sangue e osso, há um processo semelhante. Tudo começa com um rei proibindo a magia dos maji – grupo de pessoas que conseguia utilizar magia a partir de sua ligação com os deuses e deusas. Em seguida, em um genocídio todos os maji adultos são assassinados.

Foto do livro Filhos de sangue e osso nas ladeiras de Salvador. Crédito da imagem: Menina da Bahia

Vale dizer também que a obra não traz o ideal ocidental da estética branca. Inclusive, existe uma evidente discussão sobre colorismo. A nobreza do Reino de Orïsha é composta em grande parte por negros de pele clara, numa representação do que ocorre em nosso mundo, em que tendem a sofrer menos preconceito e, em alguns casos, ascender com menos dificuldade e até mesmo perpetuar o preconceito com retintos. No livro, a elite se preocupa em clarear a pele e afinar os traços, enquanto maji, camponeses e mais humildes são mais escuros — e oprimidos.

Onze anos depois do extermínio dos maji, que ficou conhecido como a Ofensiva, os mais novos, que viram seus pais serem assassinados, estão tentando revidar. Resgatando sua cultura, sua magia, sua identidade e acabar com a ditadura do rei. Ele, por sua vez, tentará de tudo para não deixar os maji terem voz novamente.

“Sem magia, eles nunca nos tratarão com respeito. Precisam saber que podemos revidar. Se queimam nossa casa… Eu queimo a deles também.”

Podemos fazer um paralelo com o movimento negro. Nos últimos anos discussões acerca do orgulho negro vêm cada vez mais ganhando pauta. Estamos aprendendo a amar nossas culturas, cores, traços e cabelos. Estamos aprendendo a ter orgulho de quem somos e dos nossos iguais. As conquistas deles são as nossas conquistas.

Pensando nisso, é realmente admirável ter uma autora como Tomi Adeyemi num gênero tão nichado como a fantasia. O seu livro nos traz representatividade e identificação. É realmente um livro muito importante e necessário! E torcemos que a literatura negra ganhe cada vez mais espaço nas editoras brasileiras.

“Não vou deixar sua ignorância silenciar minha dor.”

Seguimos lutando, ainda não ganhamos essa luta e nem estamos perto disso. O genocídio negro aconteceu e acontece todos os dias, o silenciamento aconteceu e acontece, a subjugação aconteceu e acontece. As coisas não mudaram tanto assim. Porém hoje conseguimos resgatar nossa ancestralidade, autoestima, liberdade, respeito e usamos nossas vozes para gritar cada vez mais alto.

A abolição da escravatura não acabou com a Lei Áurea, apenas começou. Essa é a magia do povo negro no Brasil. A revolução dos filhos de sangue e osso acontece aqui também.

“A realidade nos dizia que fracassaríamos. Mas nós lutamos, lutamos. Perseveramos. Nos erguemos.”

Lorrane Fortunato nasceu no frio outono de 1995. Tem a convicção de que em suas veias corre o amor pelos livros, amor esse que a motivou a criar o “Resistência Afroliterária” um portal literário focado em literatura negra. Estudante de Letras – Espanhol, usa seu tempo livre para escrever. É autora de A rota que me levou a você, As promessas que você me fez e do conto As fantasias que eu criei de você, na coletânea Confetes e serpentinas. Sabe a importância da representatividade, por isso, em suas histórias traz protagonistas negras e temas ligados à negritude.