Livro: PEQUENAS CATÁSTROFES
Autor: Pablo Capistrano
ISBN:85-325-1857-5
Páginas:200
Formato : 12x20
Preço : R$ 28,00

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Sinopse do Livro

Guerra, música, misticismo, transgenia, Nietzsche, violência e substâncias psicotrópicas se misturam em uma narrativa rápida e surpreendente, que dão forma a Pequenas catástrofes, de Pablo Capistrano. Romance de estréia do professor de filosofia potiguar, o livro pode ser considerado um bestseller regional. Lançado inicialmente por uma pequena editora de Natal, Pequenas catástrofes teve a tiragem inicial de três mil exemplares esgotada em uma única livraria da capital do Rio Grande do Norte. Depois de conquistar o público, o autor conseguiu ainda a chancela da crítica com o primeiro lugar no concurso Câmara Cascudo, maior prêmio literário do estado. A editora Rocco lança agora o livro pelo Safra XXI, selo com programação visual diferenciada e proposta ousada de lançar jovens e talentosos autores.

Ariel, o narrador de Pequenas catástrofes, leva uma vida normal até reencontrar Max Demian, seu melhor amigo dos tempos de colégio. Alemão, Demian é um fotojornalista especializado em guerras. Ele fotografou vítimas e algozes de massacres na Bósnia, Ruanda, Afeganistão, Indonésia e tantos outros lugares. Talvez por isso ele defenda que os conceitos de bem e mal disseminados pela humanidade são risíveis. Ele acredita no ideal do homem puro, de uma raça nova e superior, discutido de formas diferentes por Hesíodo, Platão, Hitler e, agora, talvez possibilitado pela engenharia genética.

Demian não sabe exatamente como surgirá essa nova raça, mas acredita que o facilitador para seu surgimento será o tetrapharmakon, uma droga híbrida capaz de provocar alteração genética, reconfigurar o DNA, produzir estranhas alterações na percepção, nos valores, na constituição física, na resistência a doenças, na capacidade de concentração e na criatividade de quem experimentá-la, produzindo poder e, talvez, telepatia e telecinesia, algo que já havia sido tentado com o ecstasy e o santo daime. Não é apenas uma droga, é um organismo químico vivo, com desejos próprios e insondáveis, além de ser uma chave para acessar a divindade. O tetrapharmakon fora desenvolvido pelo Projeto Zaratustra, criação de James Ramsey, um homem que dedicou sua vida à pesquisa de um método que pudesse viabilizar a utopia de Nietzsche. A missão de Demian é introduzir a droga no Brasil. Por isso ele retorna ao país e retoma o contato com Ariel, que ele pretende usar como traficante.

Ariel narra como fora fisgado pelos enigmas filosóficos do tetrapharmakon, que fizeram com que ele aceitasse acompanhar Demian à Europa e se deixasse iniciar no estranho ritual do Projeto Zaratustra, depois do qual ele nunca mais conseguiria diferenciar realidade e alucinação. Não por acaso, Pablo Capistrano inicia o romance com a seguinte advertência: "Os fatos e personagens deste livro são fictícios, as paisagens e as idéias não" De fato, existe muita verdade em Pequenas catástrofes, sobretudo nas teorias que o embasam. O autor, além de ser filósofo e mestre em metafísica pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte, admite ter experimentado uma série de drogas alcalóides, freqüentado rituais de religiões afro-brasileiras e estudado magia, ainda que no início da juventude e com interesse exclusivamente intelectual. Quanto aos personagens, embora sejam assumidamente fictícios, fica difícil não acreditar neles. Sobretudo quando se descobre que Capistrano mantém um blog em seu site (www.pablocapistrano.com.br) chamado Diários de Demian, tão extenso, verossímil, atual, aterrorizante e rico em detalhes que aprofundam o que o livro tem de mais assustador.

Por fim, vale destacar que Pequenas catástrofes não é permeado apenas por referências eruditas a Nietzsche, Wittgenstein, Aristóteles e textos sagrados de religiões milenares. O rock - em especial o movimento punk - também é uma forte influência no texto, a ponto de o autor recomendar uma trilha sonora para cada passagem importante do romance. Na variada lista de músicas citadas estão clássicos de Chet Baker, Pixies, Mozart, Kraftwerk, Velvet Underground, Stooges, Joy Division, Chopin e Milton Nascimento, por exemplo.


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