Chega ao Brasil o bestseller Eragon, primeiro volume da Trilogia da Herança, do norte-americano Christopher Paolini. Com mais de quatro milhões de exemplares vendidos em 38 países, o livro atingiu o topo da lista dos mais vendidos do New York Times, Washington Post, USA Today e Publishers Weekly. No rastro do sucesso de outros títulos de fantasia, como Harry Potter e O senhor dos anéis, Eragon também chega às telas dos cinemas mundiais em 2006, pela Fox.
Lançado inicialmente com a ajuda da família, quando Paolini ainda era aluno do ensino médio e tinha apenas 15 anos, o livro chegou rapidamente às mãos do editor Alfred A. Knopf e se transformou em sucesso mundial de vendas, comercializado pela gigante Random House. Nos Estados Unidos, o título manteve-se por 52 semanas no topo da lista dos mais vendidos. Em apenas seis meses, Eragon foi reeditado por três vezes na Turquia. Na Espanha, a edição de 80 mil exemplares esgotou-se em apenas um mês. Na Polônia, o título de Paolini só perde em vendas para o O Código Da Vinci e já vendeu 45 mil exemplares.
Eragon é uma história repleta de ação, vilões e locais fantásticos, com dragões e elfos, cavaleiros, luta de espada, inesperadas revelações e uma linda donzela. Inspirado em J.R.R. Tolkien, que criou idiomas para os diálogos de seus personagens, Paolini utiliza o norueguês medieval para a linguagem dos elfos e inventa expressões específicas para os anões e os urgals, de modo a dar veracidade ao lendário reino de Alagaësia, onde a guerra está prestes a começar.
O protagonista é um jovem de 15 anos que, ao encontrar na floresta uma pedra azul polida, se vê da noite para o dia no meio de uma disputa pelo poder do Império, na qual ele é a peça principal. A vida de Eragon muda radicalmente ao descobrir que a pedra azul é, na realidade, um ovo de dragão. Quando a pedra se rompe e dela nasce Saphira, Eragon é forçado a se converter em herói.
Involuntariamente, o jovem é lançado para um arriscado mundo novo movido pelas tramas do destino, da magia e do poder. Empunhando apenas uma espada lendária e seguindo as sábias palavras de um velho contador de histórias, Eragon e o leal dragão terão de se aventurar por terras perigosas e enfrentar inimigos das trevas em um Império governado por um rei cuja maldade não conhece fronteiras.
A Eragon foi dada a responsabilidade de alcançar a glória dos lendários heróis da Ordem dos Cavaleiros de Dragões. Será que conseguirá vencer os obstáculos que o destino lhe reservou? As escolhas de Eragon poderão salvar – ou destruir – o mundo em que vive.
ERAGON: uma perspectiva pessoal
Christopher Paolini fala sobre o processo de produção do primeiro volume da Trilogia da Herança e sobre a importância da literatura em sua formação pessoal.
"Escrever é a alma e o coração do meu ser. É o modo de trazer as minhas histórias para a vida. Não há nada como colocar palavras numa página e saber que elas vão despertar certas reações e emoções no leitor. Na minha escrita, luto por uma beleza lírica, aquela situada em algum lugar entre o melhor Tolkien e Beowulf, na tradução de Seamus Heaney.
Eragon é o primeiro volume de uma trilogia. Comecei a escrevê-lo com quinze anos, depois de várias tentativas frustradas para criar outras histórias. Foi uma experiência incrível de aprendizagem – e não apenas de escrita. A grande lição que tive foi que uma escrita clara é o resultado de um pensamento claro. Sem o primeiro não alcançamos o segundo.
Nas páginas deste livro há um território inteiro a ser explorado: Alagaësia, onde tanto se pode passear por Tronjheim – a cidade construída pelos anões nas montanhas – como por Du Weldenvarden, a misteriosa floresta. Em todo o caso, existem aqui maravilhas em abundância, mesmo para o mais devotado leitor do fantástico.
Eragon é o resultado de vários anos de intenso trabalho. Quando acabei o ensino médio, eu queria escrever uma verdadeira história de heróis. E foi assim que comecei imediatamente a planejar uma trilogia baseada nos meus ideais sobre um verdadeiro arquétipo. Pensando bem, pode não ter sido muito sensato – projetar um trabalho desta envergadura – mas, como se costuma dizer, só podemos aprender com a experiência.
Para mim, o tempo que levo para delinear uma história é mais importante do que a própria escrita. Se não temos uma boa história, é extremamente improvável que um bom livro possa surgir da confusão de idéias que flutuam no nosso cérebro. Escrever Eragon não foi uma tarefa complicada a partir do momento em que tive o esqueleto da história firme na minha mão – ainda assim, gastei algum tempo revendo o livro por causa de algumas idéias incoerentes.
A verdadeira tortura com Eragon começou na edição. Descobri que editar é realmente outra palavra para o ato de alguém, impiedosamente, com um grande sorriso, desfazer o seu trabalho, dizendo a todo o momento que isso vai tornar o seu livro muito melhor. E tornou, embora tenha sido como se me espetassem lascas de bambu em brasa diretamente nos olhos.
Sempre fui fascinado pelas origens do atual fantástico, que remontam às histórias dos teutônicos, escandinavos e noruegueses medievais. Isto se ignorarmos uma grande parte dos escritos devotados aos mitos das Ilhas Britânicas. Por isso, usei o norueguês medieval como base para a linguagem dos elfos em Eragon, assim como para muitos nomes. As palavras em dwarf e urgal foram invenção minha.
Angela, a ervanária, é uma personagem com uma história interessante. Nunca tive intenção de ter alguém como ela no livro, mas quando Eragon e Brom chegaram a Teirm, decidi incluir uma caricatura da minha irmã, que por coincidência também se chama Angela. Felizmente, e para garantir a minha integridade física, ela tem um excelente senso de humor. Quando Eragon está explorando Teirm, pensei que seria ótimo ter uma bruxa no mercado a prever-lhe o destino. Mas uma idéia melhor ocorreu-me e enviei-o diretamente à ervanaria de Angela. Ela tornou-se uma pessoa tão interessante, juntamente com Solembum, que decidi incluí-la nos outros dois livros da trilogia.
Espero que Eragon deixe-os com a mesma sensação de encantamento que tive ao escrevê-lo. Eu acredito em magia – na magia das histórias para nos fazerem revelações e nos manterem maravilhados e em suspense. Estas sensações podem vir de pequenas coisas: duma visão mágica de pó de fada que rodopia em alvos raios iridescentes ou no fim de uma epopéia onde uma onda de emoção nos purifica, por um momento livrando-nos completamente do mundo banal. De qualquer modo, espero que encontrem em Eragon alguma coisa de especial, alguma coisa do outro lado do espelho.
Desfrutem a viagem!"
Christopher Paolini
Para saber mais não deixe de visitar também
Em www.eragon.com.br