Livro: MIDDLESEX
Autor: Jeffrey Eugenides
Tradução:Paulo Reis
ISBN:85-325-1540-1
Páginas:568
Formato : 14x21
Preço : R$ 59,50

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Sinopse do Livro

Autor de As virgens suicidas e ganhador do Prêmio Pulitzer 2003, Jeffrey Eugenides lança no Brasil um dos livros mais surpreendentes do ano

Middlesex, segundo romance de Jeffrey Eugenides, é sobre Calliope Stephanides, um hermafrodita que foi criado como menina mas que é, na verdade, homem. Não se trata, entretanto, de um livro polêmico, sofrido ou deprimente. Muito pelo contrário – vencedor do prêmio Pulitzer de 2003 e finalista do National Book Award, Middlesex conta de maneira muito divertida uma história que poderia ser um dramalhão sensacionalista se tivesse sido concebida por outro autor qualquer. E é aí que está o segredo: Jeffrey Eugenides não é um autor qualquer. A crítica internacional ficou encantada com seu primeiro romance, As virgens suicidas (também editado pela Rocco), que virou filme nas mãos da cineasta Sofia Coppola, mas teve que esperar nove anos até que o escritor publicasse seu segundo trabalho, criado com todo cuidado. Valeu a espera, pois Middlesex é considerado um dos melhores livros de ficção dos últimos tempos.

Aos 41 anos, Calliope conta sua controvertida história com um bom humor delicioso. O narrador faz de sua trajetória pessoal uma saga de três gerações ao longo do século XX, começando por seus avós, os gregos Lefty e Desdemona. Os dois eram irmãos, mas também eram primos em terceiro grau e, por isso, resolveram fazer vista grossa para o grau de parentesco mais próximo e se casaram. Tudo em nome do amor e de uma atração física irreprimível. Depois de imigrar nos EUA, o casal começa a procriar, sempre com um medo terrível de gerar um monstro que lhe servisse de castigo pelo incesto. Mas seus filhos nascem saudáveis. Um deles, Milton, se tornaria o pai de Calliope.

Milton se casa com Tessi, sua prima. É claro que essa salada genética tinha de dar errado em algum momento. Após dar à luz Capítulo Onze, seu primogênito, Tessi deseja ardentemente ter, em seguida, uma menina. Ela e o marido fazem o que podem para conseguir isso, nos anos 50, e eis que nasce a garotinha tão desejada. Ou pelo menos eles juram que é uma garotinha. Até o médico pensa que é uma menina. As pessoas não costumam ter dúvida sobre essas coisas, geralmente tão óbvias. Eles levariam 14 anos para descobrir que tiveram dois meninos, e não um casal.

Calliope é criado com toda a doçura cor-de-rosa do mundo feminino. Mas pouco a pouco vai se tornando um bocado esquisito para uma menina. Na adolescência, não fosse o cabelo comprido e os vestidos, ninguém diria estar diante de uma garota. Ainda assim, não há quem questione seu sexo. Sua primeira experiência sexual com um homem acontece na marra e é um desastre. Calliope começa a se sentir atraído pelas mulheres e arruma uma namorada, em segredo, para que o escândalo não fosse descoberto. É nessa época que seu médico descobre o equívoco: geneticamente, Calliope é homem, só que com uma genitália do tipo que se costuma chamar de hermafrodita. E ele realmente se sente homem, apenas reprimia sua natureza pelo fato de sempre ter pensado que era mulher. Por isso, ele decide reconstruir sua vida em outro lugar, longe de todos.

Por incrível que pareça, Middlesex é leve e engraçado. Com este livro, Jeffrey Eugenides se consagrou como um grande contador de histórias e conseguiu agradar tanto à crítica quanto ao público – o livro recebeu excelentes resenhas do New York Times e da New York Observer, dentre outras publicações de prestígio, e tem figurado nas listas de mais vendidos em diversos países, como Alemanha, Itália e Grécia. Tomara que não seja preciso aguardar mais dez anos pelo lançamento de mais uma jóia literária assinada por Eugenides.


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