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Maitena
fala sobre os dilemas e agruras da mulher moderna com a autoridade de
quem viveu intensamente os modismos e mudanças de padrões
de comportamento desde a década de 60. Essa é uma das
principais razões para que as mulheres se identifiquem tão
facilmente com as suas personagens.
Nascida numa família de
classe média de Buenos Aires, Maitena Inés Burundarena
nasceu em maio de 1962 na capital argentina. A mãe, arquiteta,
foi quem a estimulou a desenhar. O pai, engenheiro, católico
e de direita, foi ministro no último governo da ditadura militar,
o do general Viola, que incorporou nove civis. “Ele devia ter
dito não, mas a vaidade o fez aceitar porque morria de vontade
de ser ministro da Educação. A muito custo, reconheceu
seu erro”, diz ela.
Casou-se pela primeira vez muito
cedo, “porque ele entendia minhas piadas”. Com 19 anos já
era mãe de dois filhos (do primeiro, foi mãe solteira
aos 17). Aos 24 estava separada.
A partir dos anos 80, a cartunista
portenha que é autodidata ganhou o mundo: a porta da frente foram
revistas undergrounds, obras infantis, tiras em jornais e, na ponta
do tapete vermelho, os livros que, se antes se resumiam à comunidade
de língua espanhola e portuguesa, agora conquistam também
francos e anglo-saxões.
Hoje, Maitena está em seu
quarto casamento e divide-se entre o trabalho em Buenos Aires e sua
casa, num povoado uruguaio. Com o atual marido teve mais uma filha,
que está com três anos (seu primogênito tem 23 e
a filha do primeiro casamento, 21 anos).
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