Capa do livro Resistência

Resistência

Autor: affinity konar

Tradução: Alyda Sauer

Preço: R$ 34,50

320 pp. | 16x23 cm

ISBN: 978-85-9517-004-9

Assuntos: FICÇÃO – ROMANCE/NOVELA, SEGUNDA GUERRA MUNDIAL

Selo: Fábrica231

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Disponível em e-book

Preço: R$ 22,50

E-ISBN: 978-85-95170-05-6

Se a oferta de obras que abordam o Holocausto é grande, é raro encontrar livros que combinem uma pesquisa rigorosa, um enredo forte e uma escrita “excepcionalmente sensível” (The New York Times) como Resistência, de Affinity Konar. Livro notável pelo The New York Times; Livro do Ano pela Amazon e pela Publishers Weekly; indicação de leitura dos principais veículos de imprensa norte-americanos, Resistência narra a história das gêmeas polonesas Pearl e Stasha, que aos 12 anos são enviadas para Auschwitz, onde são transformadas em cobaias de uma medicina não a serviço da cura e da vida, mas da dor e da morte.
 
Ali, no zoológico de Josef Mengele – o “Tio Mengele”, como gostava de ser conhecido, ou o “Anjo da Morte”, como ficou conhecido – são submetidas a alguns dos piores tipos de atrocidades da História. Sob o terrível pretexto de provar a superioridade da raça ariana, Mengele – que morreu nos anos 70, no Brasil, onde se refugiou – conduzia com gêmeos, anões, grávidas uma série de experimentos científicos grotescos: de amputações sem anestesia à injeção de azul de metileno nos olhos das vítimas na tentativa de mudar sua cor original. Mas não é Mengele o foco do livro, e sim Pearl e Stasha, duas mischling (termo usado pelos nazistas para denotar “mestiços”, “miscigenados”, em referência a judeus com traços arianos).
 
As gêmeas contam, em capítulos alternados, os truques inventados para sobreviver em um lugar onde o mal, quando começava a ser entendido, aumentava; onde a esperança, quando surgia, vinha acompanhada por torturas. Das brincadeiras de adivinhações, Mate Hitler e Classificação das Coisas Vivas, às sopas da grama do campo de futebol, manhãs e tardes nos laboratórios cercadas por médicos, enfermeiros, radiologistas, e noites empilhadas em barracões povoados de uivos e gemidos, conhecemos pelos olhos de Stasha e Pearl os horrores de Auschwitz. Vemos, principalmente, as inseparáveis irmãs perderem o senso de suas identidades e se afastarem cada vez mais pelas mãos de Mengele. Quando Pearl desaparece repentinamente durante um concerto tudo parece estar perdido para Stasha. Mas a esperança de encontrar a sua irmã viva e, após libertação do campo pelo Exército Vermelho, a fome por justiça e a tentativa de construir um futuro em uma Polônia destruída mantém Stasha e seu amigo Feliks seguindo em frente.
 
Contrapondo o horror retratado no livro está a beleza da prosa da autora, descendente de judeus poloneses criada na Califórnia, Estados Unidos. “Konar faz com que cada frase conte” (Publishers Weekly) e é graças a sua escrita que Pearl e Stasha não aparecem como simples vítimas, mas como “personagens memoráveis lutando por suas vidas”. Se a brutalidade do Holocausto permeia, como esperado, a obra, a esperança frente a tanto sofrimento e a capacidade de perdoar mesmo os mais terríveis dos atos também são marcas de Resistência. O resultado é “deslumbrante” (Chigozie Obioma, autor de Os pescadores). É Anthony Doer – vencedor do Pulitzer com Toda luz que não podemos ver – quem talvez resuma melhor o paradoxo do livro de Affinity Konar: “Resistência é um lindo romance sobre o mais odioso dos crimes.”
 

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O AUTOR

Affinity Konar foi criada na Califórnia e é Mestre em Artes e Ficção pela Columbia University. Ela já trabalhou como tutora, copidesque e editora de livros educacionais infantis. Ela vive em Los Angeles com seu cachorro, Linus. Resistência é seu primeiro romance.

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