Capa do livro Tom Jones

Tom Jones

Coleção Os Favoritos

Autor: henry fielding

Tradução: Clarice Lispector

Preço: R$ 34,50

320 pp. | 13,7x20,7 cm

ISBN: 978-85-7980-315-4

Assuntos: FICÇÃO – ROMANCE/NOVELA, CLÁSSICOS ADAPTADOS

Selo: Rocco Jovens Leitores

COMPRE O LIVRO

Considerado por muitos estudiosos o primeiro romance moderno, este clássico de Henry Fielding publicado na Inglaterra em 1749 foi traduzido e adaptado no Brasil por ninguém menos que Clarice Lispector, e volta às prateleiras em nova edição pela Rocco Jovens Leitores, completando a coleção Os Favoritos, da qual fazem parte também O chamado selvagem, de Jack London, Viagens de Gulliver, de Jonathan Swift, A ilha misteriosa, de Julio Verne, O talismã, de Walter Scott, e O retrato de Dorian Gray, de Oscar Wilde.
 
Tom Jones acompanha as peripécias de um jovem bastardo que aparece, misteriosamente, na casa do sr. Allworthy, um viúvo rico e bondoso, em Somersetshire. Disposto a enfrentar a língua do povo pelo bem do ser inocente – “A muito homem de bem já aconteceu passar por pai de filhos que nunca fez” –, o nobre senhor não pensa duas vezes. Antes mesmo de comunicar sua decisão a Bridget, a irmã solteira, virtuosa e um tanto severa com quem divide a casa, Allworthy ordena à criada Débora que providencie roupa, alimento, cama e todo o necessário para cuidar do enjeitado. E sua afeição pela pobre “criatura mal gerada”, que foi instantânea desde o primeiro momento, só faz aumentar com o passar do tempo.
 
Mas mesmo tendo crescido sob os cuidados e a proteção do nobre e justo Allworthy, o destino pregaria muitas peças ao jovem Tom Jones, a maioria delas causada pela inveja, mesquinhez e hipocrisia de familiares, amigos, vizinhos e toda sorte de defensores da virtude, da moral e especialmente de interesses próprios. E o rapaz, inteligente, sensível, leal, verdadeiro e a cada dia mais astuto e charmoso torna-se também propenso a se meter nas maiores encrencas, levando a afeição e a confiança de Allworthy ao limite.
 
Típico romance de formação, o livro acompanha a trajetória de Tom Jones infância e juventude afora, incluindo o longo período que passou vagando pelas estradas da Inglaterra, depois de ser expulso de casa por se apaixonar – e ser correspondido – pela bela Sofia, filha de um proprietário de terras vizinho a Allworthy, e sofrer as maiores calúnias por parte do primo Master Blifil, até um final verdadeiramente surpreendente.
 
O tom picaresco da narrativa, entremeada por comentários espirituosos dirigidos ao leitor, e a vasta galeria de personagens e situações descritas com vivacidade e ironia por Henry Fielding envolvem o leitor numa aventura contagiante que capta o espírito da sociedade inglesa do século XVIII com maestria. A mesma maestria que demonstrou Clarice Lispector em sua adaptação das mais de 800 páginas da obra original, mantendo o frescor e tom picaresco que fizeram de Tom Jones um marco da literatura ocidental.

Leia um trecho +

Comente  
Instagram

O AUTOR

Henry Fielding (1707-1754) nasceu na Inglaterra em uma família de nobres descendentes dos Habsburgo. Após deixar a faculdade de Direito, o britânico começou a escrever peças de teatro que, por seu tom mordaz e satírico, foram duramente criticadas pelo governo inglês. Com a instauração de uma lei que legitimava a censura prévia de seus trabalhos, Fielding retornou à advocacia, porém jamais abandonou suas paródias políticas. Seu primeiro grande sucesso foi Shamela (1741), mas foi como o romance picaresco Tom Jones (1749) que Henry Fielding se consagrou como um dos mais relevantes escritores ingleses. O autor faleceu em Portugal, em 1754.

Página do autor +