Capa do livro O retrato de Dorian Gray

O retrato de Dorian Gray

Coleção Os Favoritos

Autor: oscar wilde

Tradução: Clarice Lispector

Preço: R$ 24,50

160 pp. | 14 x21 cm

ISBN: 978-85-7980-306-2

Assuntos: FICÇÃO – ROMANCE/NOVELA, CLÁSSICOS ADAPTADOS

Selo: Rocco Jovens Leitores

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O gênio singular e o humor mordaz de Oscar Wilde encontram a sensibilidade e perspicácia de Clarice Lispector neste clássico do escritor irlandês adaptado pela mais importante autora brasileira. O retrato de Dorian Gray é mais um volume da coleção Os Favoritos, que reúne histórias universais adaptadas por Clarice Lispector, como O chamado selvagem, de Jack London, Viagens de Gulliver, de Jonathan Swift, A ilha misteriosa, de Julio Verne, e O talismã, de Walter Scott, pelo selo Rocco Jovens Leitores.
 
Em seu texto de introdução à obra, Clarice alerta o leitor, depois de uma rápida contextualização acerca da origem do romance, publicado em 1891: “O livro é ficção. Mas as pessoas e muitos dos conceitos que o povoam são realidade. Daquele tempo. De hoje. Porque há verdade neles. E a verdade é de sempre.” Clarice sendo Clarice ao falar da importância e da atemporalidade de Wilde (que, aliás, se mantém, passados mais de 40 anos desde que a escritora traduziu a obra e escreveu o texto).
 
Na trama, tecida por Wilde em prosa elegante, repleta de diálogos espirituosos, questionamentos filosóficos e elementos fantásticos, Dorian Gray é um jovem belo e virtuoso que tem seu retrato pintado por Basil Hallward, um artista sensível que procura imortalizar na tela toda a beleza, pureza e inocência de seu modelo. Ao ser apresentado a Henry Wotton, no entanto, Dorian é seduzido pelo estilo de vida hedonista e um tanto cínico do lorde, mergulhando numa vida de vícios e busca pelo prazer sem limites, sob a aparente fisionomia da bondade e da virtude.
 
Mas a beleza que tanto atrai Basil, Wotton e todos os que convivem com Dorian torna-se também a fonte da ruína do rapaz. Sua vaidade e seus pecados refletem-se, não em sua aparência real, que se mantém sempre jovem, mas no retrato, que vai revelando o envelhecimento e a corrupção de sua alma, numa espécie de maldição assustadora. Vivendo uma vida dupla, acossado pelos próprios erros e culpas, Dorian não tarda a perceber, como lhe dissera Henry certa vez: “Há uma fatalidade contra as boas resoluções. São tomadas demasiado tarde.”
 
Os dilemas morais do homem, a hipocrisia reinante nas relações sociais e o papel da arte na tradicional sociedade britânica do fim do século XIX são alguns dos temas brilhantemente tratados por Oscar Wilde em O retrato de Dorian Gray. Nunca é tarde para ler (ou reler) este clássico da literatura universal adaptado pela maior escritora brasileira.

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O AUTOR

Oscar Wilde (1854-1900) teve uma vida digna de um personagem de seus poemas, peças teatrais e romance. O irlandês era reconhecido por seu humor mordaz, seu estilo ostensivo, sua inteligência irrefutável e seu apreço por tudo que é belo. Ele foi um dos grandes expoentes do Es­teticismo, movimento que enfatizava a busca pela perfeição da forma. Seus trabalhos mais notórios, O retrato de Dorian Gray (1890) e A importância de ser prudente (1895), são considerados ícones da arte ocidental. Wilde foi preso em 1895 e passou dois anos encarcerado, sob a acusação de homos­sexualidade (na época, severamente condenada por lei na Inglaterra). Já separado da esposa e lon­ge dos filhos, o escritor morreu em 1900, pobre, em Paris, acometido por um violento ataque de meningite.

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