Capa do livro O terceiro prato

O terceiro prato

Observações sobre o futuro da comida

Autor: dan barber

Tradução: Ana Deiró

Preço: R$ 59,50

480 pp. | 16x23 cm

ISBN: 978-85-68696-16-3

Assuntos: SAÚDE/ ALIMENTAÇÃO, ENSAIO, MEIO AMBIENTE/ECOLOGIA

Selo: Bicicleta Amarela

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Disponível em e-book

Preço: R$ 29,50

E-ISBN: 978-85-68696-18-7

Desde Michael Pollan não surgiu um escritor tão poderoso

em busca de uma revolução no sistema alimentar.

The Washington Post

 

Dan Barber escreve com a mesma exuberância contida com que cozinha. Um manifesto provocador, que consegue

equilibrar uma originalidade corajosa com pesquisa meticulosa.

— ANDREW SOLOMON, autor de Longe da árvore e O demônio do meio-dia


Combinar a excelência do sabor com a qualidade nutritiva do alimento é a principal tarefa de um bom cozinheiro. Segundo Dan Barber, um chef reconhecido pela militância em prol da agricultura orgânica, essa combinação pode ser menos lucrativa para produtores, mas garantirá a saúde de todos. Sua pesquisa de dez anos sobre as formas de cultivo agrícola e criação de animais para abate está em O terceiro prato – Notas de campo sobre o futuro da comida, que chega às livrarias pelo Bicicleta Amarela, o selo de bem-estar da Editora Rocco.
 
Partindo de uma reflexão sobre o que seria o alimento básico dos norte-americanos na metade do século XXI, Barber faz um levantamento do cultivo em seu país e na Europa. O primeiro prato corresponderia ao jantar típico nos Estados Unidos a partir dos anos 1950: um suculento bife, cuja carne seria de um boi criado em cativeiro e alimentado com milho, acompanhado por uma pequena porção de cenouras. O segundo prato seria o que se consome atualmente – um bife pequeno, com carne de boi criado em pasto aberto, alimentado naturalmente, mais cenouras orgânicas em quantidade razoável. O terceiro prato, a ser servido daqui a 35 anos, imagina o chef, teria uma cenoura em forma de bife, com molho de carne.
 
Um dos adeptos do movimento “farm-to-table”, Dan Barber questiona o quanto esse modelo de cultura orgânica incentiva uma alimentação cara e insustentável, desperdiçando partes dos produtos (talos de verduras e espinhas de peixe, por exemplo). Enquanto faz a defesa intransigente da agricultura natural, ele prega o aproveitamento do que é tradicionalmente desprezado na cozinha. A culinária requintada só tem a ganhar em sabor, diz Barber, descrevendo o prazer ao provar um prato do chef espanhol Ángel Leon, que engrossa molhos de pescado usando, em vez de manteiga, um purê de globo ocular de peixe.  A criação de animais em vastos espaços, com liberdade de circulação e alimentando-se naturalmente, é também essencial para a boa alimentação, diz Barber, que preconiza que todos os restaurantes devem “saber o nome do produtor” que fornece os alimentos.
 
Informações sobre a história da alimentação e da agricultura nos Estados Unidos e no mundo estão em todo o texto, que descreve o preparo do solo e de alimentos, além de apresentar figuras pitorescas entre criadores e biólogos que cuidam de animais. Um deles, o espanhol Eduardo Souza, cria gansos para a produção de foie gras, sem submetê-los à alimentação forçada para aumentarem a gordura do fígado.  Apaixonado pelas aves, ele cuida até que o abate delas seja o menos doloroso possível.
 
Os relatos sobre encontros com agricultores, criadores, biólogos e com outros chefs de cozinha e donos de restaurante são pincelados por doses de observações filosóficas e anotações sobre a prática predatória da indústria de alimentação. Segundo Barber, os paradoxos do cultivo industrial estão em todos os aspectos dos processos de produção. A maior ameaça às aves, diz, hoje não é a caça, mas a agricultura intensiva com agrotóxicos. Desde 1980, as populações aviárias nas fazendas europeias diminuíram cerca de 50%. Mais do que falar sobre gastronomia, O terceiro prato pretende advertir para o mundo que deixaremos aos nossos netos, recomendando a conservação e a proteção de espécies ameaçadas pela indústria da comida, como o atum vermelho. 

 


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O AUTOR

Dan Barber é chef executivo do Blue Hill, em Manhattan, e do Blue Hill at Stone Barns, instalado em uma fazenda no interior do estado de Nova York, e que em 2015 figurou pela primeira vez na lista World’s 50 Best Restaurants. Recebeu diversos James Beard Awards, incluindo Best Chef in New York em 2006 e Outstanding Chef em 2009. Neste mesmo ano, foi escolhido pela revista Time como uma das 100 pessoas mais influentes do mundo.

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