Capa do livro A menina que tinha dons

A menina que tinha dons

Autor: m. r. carey

Tradução: Ryta Vinagre

Preço: R$ 29,50

384 pp. | 16x23 cm

ISBN: 978-85-68432-02-0

Assuntos: FICÇÃO – ROMANCE/NOVELA, FICÇÃO CIENTÍFICA/DISTOPIA

Selo: Fábrica231

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Disponível em e-book

Preço: R$ 19,00

E-ISBN: 978-85-68432-04-4

Num futuro distópico, em que a maioria da humanidade foi exterminada, um grupo de crianças vive confinado numa base militar. Todas as manhãs elas aguardam em suas celas o sargento Parks vir com uma arma apontada e mais dois de seus homens para afivelá-las — tornozelos, pulsos e pescoço — à cadeira de rodas que as levará para a aula. Certa vez, Melanie, a mais inteligente delas, brincou dizendo que não iria mordê-los. Ninguém riu. Sabiam que o cheiro de carne humana era o estopim para que ela perdesse o controle e entrasse num estado de muita, muita “fome”! Eis a premissa de A menina que tinha dons, original e emocionante thriller de horror de M.R. Carey, prestigiado roteirista de HQ’s de sucesso, como Hellblazer e X-Men, título que inaugura o Fábrica231, novo selo de entretenimento da Editora Rocco.

Da cela para a sala de aula, passando por um longo corredor, de segunda a sexta. Aos sábados, cárcere o dia todo. E, nos domingos, uma tigela de larvas para comer e um banho químico no chuveiro. Apesar da prisão e do tratamento rígido e hostil do sargento e seus soldados, Melanie ama sua escola. Tem apreço pelos livros, adora estudar. De fatos históricos, passando por equações, até os mitos gregos e o mundo além daquelas paredes que as encerravam. Mal podia imaginar, porém, que, na verdade, ela e as demais crianças eram cobaias: a única esperança para salvar a raça humana.

Décadas atrás, um “apocalipse zumbi” dizimou quase toda população do planeta. Uma versão mutante do fungo Ophiocordyceps unilateralis — que na vida real infecta formigas amazônicas, passando assustadoramente não só a alimentar-se delas como também a controlar seu sistema nervoso com fins de perpetuação da espécie — encontrou no homem, o suposto topo da árvore evolutiva, seu melhor hospedeiro. Privados de suas faculdades mentais, os “famintos”, como são designados aqueles que foram contaminados pelo parasita, visam apenas comer a carne dos seres humanos então saudáveis. São marionetes putrefatas comandadas por um parasita oportunista e mais inteligente do que se pode imaginar — os zumbis, afinal, são um meio, e não um fim.

Aos poucos remanescentes, resta (sobre)viver em áreas protegidas, como em Beacon, na Inglaterra, ou fora delas, livres mas por sua conta e risco, como os “lixeiros”. E assim permaneceria esse status quo de fuga e medo se incursões militares em territórios infestados de mortos-vivos, em busca de antigos equipamentos de tecnologias deixados nas casas e locais de trabalho, não se deparassem com o improvável: crianças infectadas pelo Ophiocordyceps, porém, de aparência normal, que podiam pensar, falar, aprender, socializar e não somente correr e comer como os famintos!

Levados à popularidade pelos filmes de George A. Romero na década de 1970, os zumbis têm sido explorados desde então no cinema e na literatura e estão cada vez mais em voga, são ícones da cultura pop, vide uma série de jogos de videogame e a série norte-americana de sucesso The Walking Dead. A questão é: depois de tanta coisa já feita sobre o tema, restou alguma carne no cadáver? Com sua larga experiência como roteirista de quadrinhos, M.R. Carey mostra que sim, com uma abordagem humanista e inovadora em A menina que tinha dons.

Infectada por um parasita, a carente e sonhadora Melanie seria vilã ou vítima? Inescrupulosa e sem sentimentos, dissecando crianças para salvar a raça humana, a cientista Caldwell seria vítima ou vilã? Com muita habilidade, Carey criou uma jovem e carismática protagonista que faz com que o leitor torça e se apaixone pela zumbi! Mesmo porque o verdadeiro inimigo não é o morto-vivo ou o astuto fungo que o governa, mas a evolução: uma espécie dominante (o homem) sendo sobreposta por outra (os famintos). Relativizando o impulso inato de um animal para se proteger da extinção, Carey provoca uma reflexão sobre ética, moral e os limites da ciência.

Variando com mestria a voz narrativa entre um narrador onisciente e os personagens principais da história, o autor dá fôlego a distintos pontos de vista e conclama o leitor a pensar e debater sobre os rumos da trama e de nós mesmos, seres humanos. Afinal, a relação fraterna entre a Srta. Justineau e Melanie, “a menina que tinha dons”, é uma lição de como amor, lealdade, compaixão e confiança afetam a maneira como nos comportamos.

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O AUTOR

M.R. Carey, pseudônimo de Mike Carey, nasceu em Liverpool, Inglaterra, em 1959. Começou a escrever e desenhar histórias ainda criança para entreter seu irmão mais novo. Como escritor, seu trabalho se estende por quadrinhos, notadamente, e por romances, roteiros de filme e programas de TV. Depois de uma série de trabalhos pontuais para empresas de quadrinhos independentes no início de sua carreira, escreveu séries aclamadas para as gigantes DC Comics (Lucifer, Hellblazer, protagonizada pelo exorcista John Constantine, e O Inescrito, todas pelo selo Vertigo) e Marvel Comics (X-Men, no arco de histórias “X-Men: Legado”, e Ultimate Quarteto Fantástico, uma modernização do grupo de heróis). Nome recorrente na lista de bestsellers de ficção gráfica do The New York Times, Carey é considerado o “novo Neil Gaiman” nos EUA. 

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