Capa do livro Doze lendas brasileiras (capa dura)

Doze lendas brasileiras (capa dura)

Como nasceram as estrelas

Autor: clarice lispector

Ilustração: Suryara

Preço: R$ 39,50

60 pp. | 24,5x24,5 cm

ISBN: 978-85-62500-72-5

Assuntos: INFANTIL, ROCCO PEQUENOS LEITORES

Selo: Rocco Pequenos Leitores

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Disponível em e-book

Preço: R$ 15,50

E-ISBN: 978-85-8122-605-7

Uma lenda é verossímil? Sim, porque assim o povo quer que seja. De pai para filho, de mãe para crianças, é transmitida uma fabulação de maravilhas que estão atrás da História. Como ao redor de uma fogueira em noite escura, conta-se em voz sussurrante um ao outro o que, se não aconteceu, poderia muito bem ter acontecido nesse imaginoso mundo de Deus. E assim oralmente se escreve uma literatura plena e suculenta, em que o espírito secreto de todo um povo vira criança e brinca de “faz de conta. Brinca? Não, é muito sério. Pois o que é que pode mais do que um sonho?”. Com essas e outras palavras, belas e certeiras, Clarice Lispector reflete sobre a riqueza e a importância das histórias da cultura popular no texto “A força do sonho”, que abre a nova edição de Doze lendas brasileiras – Como nasceram as estrelas.

Escrito em dezembro de 1976, o texto foi incluído no calendário em que os contos foram publicados originalmente, em 1977, e permanecia inédito em livro. A nova edição, em capa dura e com belas ilustrações da artista goiana radicada em Belo Horizonte Suryara, faz parte do projeto de reedição dos livros infantis de Clarice Lispector com novo projeto gráfico e a colaboração de ilustradores renomados. A vida íntima de Laura, O mistério do coelho pensante e Quase de verdade já estão disponíveis nas livrarias, ilustrados, respectivamente, por Odilon Moraes, Kammal João e Carla Irusta.

Doze lendas brasileiras – Como nasceram as estrelas reúne histórias do folclore nacional, uma para cada mês do ano, recontadas por uma das maiores escritoras do século XX. A história que dá nome ao livro, por exemplo, conta como, em uma aldeia indígena, travessos curumins deram origem a “gordas estrelas brilhantes”. A certa altura, diz Clarice, “Aconteceu uma coisa que só acontece quando a gente acredita”, e segue contando a bela lenda dos indiozinhos que subiram ao céu em cipós amarrados pelos colibris para fugir da bronca das mães.

“Alvoroço de festa no céu” conta a boa e velha história do sapo que resolve “pegar uma carona” no violão do urubu para não ficar de fora de uma grande festa no céu, mesmo sem ter asas para chegar lá. Já “O pássaro da sorte” fala do canto do uirapuru, o pássaro invisível que tem fama de trazer boa sorte, apesar de sua história triste.

Ao longo das páginas, lendas indígenas e personagens folclóricos como Pedro Malazarte, Saci-pererê e Negrinho do pastoreio ganham nova vida pela escrita de Clarice, que dialoga com os pequenos com naturalidade e sagacidade de janeiro a dezembro. Para o último mês do ano, aliás, a escritora reservou “Uma lenda verdadeira”, em que conta, com uma linguagem colorida de esperança, a história do nascimento do menino Jesus.

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O AUTOR

Reconhecida pela crítica literária brasileira e estrangeira como uma das maiores escritoras do século XX, Clarice Lispector mudou os rumos da narrativa moderna com uma escrita singular, passando por diversos gêneros, do conto ao romance, da crônica à dramaturgia, da entrevista à correspondência e, também, pelas páginas femininas.

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