Capa do livro Educação pelo Argumento

Educação pelo Argumento

Autor: gustavo bernardo

Preço: R$ 32,50

272 pp. | 14x21 cm

ISBN: 978-85-325-2097-5

Assuntos: EDUCAÇÃO/PEDAGOGIA

Selo: Rocco

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Disponível em e-book

Preço: R$ 23,00

E-ISBN: 978-85-64126-15-2

Como lidar com alunos que plagiam trabalhos da internet? E o que fazer com vestibulandos que seguem à risca as apostilas e não conseguem aplicar o conhecimento em enfadonhas provas de múltipla escolha? Por que ensinar as regras gramaticais, sem formar alunos que tenham o que dizer e que saibam ordenar suas idéias numa redação? Estas e outras questões são levantadas pelo escritor e professor universitário Gustavo Bernardo, no livro A educação pelo argumento. O título ganha edição ampliada e revista, com dezenas de páginas inéditas sobre sistema educacional.

Gustavo Bernardo acredita que a escola, como ela é hoje no Brasil, ensina tanto quanto a penitenciária recupera delinqüentes. O aluno é considerado incapaz até que suas provas demonstrem o contrário. Nesse processo, sua nota final importa mais que sua capacidade de argumentação. Em vez de se incentivar os estudantes a debater, refletir e raciocinar, eles são obrigados a decorar os nomes de todos os afluentes do rio Amazonas, por exemplo, informação que não ajudaria em nada alguém que se perdesse por lá. No caso das redações, os professores se preocupam apenas com a aplicação correta das regras gramaticais, sem formar alunos que tenham o que dizer e que saibam ordenar suas idéias.

Mas Gustavo Bernardo não é apenas um crítico do sistema. Ele oferece soluções – e muitas. Uma delas é a interdisciplinaridade, com todas as disciplinas da grade curricular integradas no objetivo comum de desenvolver a capacidade de argumentação de cada aluno. O autor defende a tese de que todo professor, de qualquer especialidade, ensina português (quando escreve para os alunos e corrige suas provas) e matemática (quando exercita a capacidade de raciocínio dos estudantes). Por conta disso, os professores de quaisquer especialidades deveriam ter aulas regulares de português (voltadas para a lógica do discurso), matemática (voltadas para os princípios de abstração) e filosofia (voltadas para a epistemologia).

O autor vê o vestibular apenas como um negócio, acredita que o livro didático tira das mãos dos alunos a necessidade de construir sua própria história de leituras e pesquisas, abomina as questões de múltipla escolha e é a favor da consulta aos livros durante as provas. Ele também acredita que é o sistema de ensino vigente que leva os alunos a colar nas provas, o que estaria enraizando uma cultura de furto de idéias e de desonestidade intelectual.

Dentre as reflexões mais recentes de Gustavo Bernardo estão a febre de alunos que usam a internet para plagiar trabalhos alheios; os pesquisadores que abrem mão de seu próprio pensamento ao exagerar nas citações bibliográficas, os temas de redação escolar que não dão qualquer espaço à argumentação, como o tradicional "Minhas férias", e a urgência de se levar a filosofia para o dia-a-dia dos estudantes.

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O AUTOR

Gustavo Bernardo, doutor em Literatura Comparada pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), é professor e escritor, autor de romances e livros de ensaios premiados.

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