Editora Rocco

Quando um misterioso pacote é entregue a Robin Ellacott, ela fica horrorizada ao descobrir que contém a perna decepada de uma mulher. Seu chefe, o detetive particular Cormoran Strike, fica menos surpreso, mas não menos alarmado. Há quatro pessoas de seu passado que ele acredita que poderiam ser responsáveis por tal crime – e Strike sabe que qualquer uma delas seria capaz de tamanha brutalidade.

Terceiro livro da aclamada série escrita por Robert Galbraith, pseudônimo de J.K. Rowling, e protagonizada pelo detetive particular Cormoran Strike e por sua assistente Robin Ellacott, Vocação para o mal é um suspense diabolicamente inteligente, com reviravoltas inesperadas a cada página, e também a emocionante história de um homem e de uma mulher numa encruzilhada em suas vidas pessoais e profissionais.

O chamado do Cuco

O chamado do Cuco

Lula Landry tinha uma bem-sucedida carreira no mundo da moda quando despencou da sacada de seu apartamento em Londres. Inconformado com o laudo de suicídio dado pela polícia, John Bristow, irmão mais velho de Lula, recorre ao detetive particular Cormoran Strike para investigar o caso. O cliente vem em boa hora para o veterano de guerra Strike, que enfrenta problemas pessoais e financeiros, assim como a ajuda de Robin Ellacott, dedicada secretária indicada por uma agência de serviços temporários. Juntos, eles irão montar as peças do intricado quebra-cabeça que representa a morte da modelo, numa trama que envolve poder, traição, inveja e segredos sombrios do passado, rumo a um desfecho surpreendente.

O bicho-da-seda

Quando Lenora Quine procura o detetive Cormoran Strike pedindo ajuda para encontrar o marido desaparecido, o detetive acredita estar diante de um caso simples. Mas à medida que Strike inicia a investigação, fica claro que há muito mais por trás do sumiço de Quine. O escritor havia acabado de terminar um manuscrito retratando de forma bastante comprometedora quase todas as pessoas ao seu redor. Se publicado, o romance arruinaria muitas vidas, portanto há muitas pessoas interessadas em silenciá-lo. E quando Quine é encontrado brutalmente assassinado em circunstâncias bizarras, Strike e sua assistente Robin iniciam uma corrida contra o tempo para entender as motivações de um assassino cruel.

O bicho-da-seda

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o autor

Robert Galbraith

É pseudônimo de J.K. Rowling, autora bestseller da série Harry Potter, de Morte súbita, e autor da série policial Cormoran Strike.

Entrevista com o autor

Por que você escolheu escrever ficção policial?
Sempre adorei ler romances policiais, Agatha Christie, Ruth Rendell, Margery Allingham e PD James, amo todos eles. No fundo, a maior parte das histórias de Harry Potter é de detetive (Harry Potter e a Ordem da Fênix mais parece uma investigação dos porquês), mas há um bom tempo eu queria experimentar a coisa para valer. Eu queria experimentar escrever uma história de detetive contemporânea, com uma história verossímil por trás.
Por que você escolheu escrever a série
sobre Cormoran Strike sob pseudônimo?
Para começar, eu estava ansiosa para voltar ao início da carreira de escritora neste novo gênero, trabalhar sem a euforia e as expectativas e receber um retorno sem verniz nenhum. Foi uma experiência incrível e eu só queria que tivesse uma vida mais longa. Fiquei agradecida na época por todo o feedback dos editores e dos leitores, e por algumas ótimas resenhas. Ser Robert Galbraith tinha tudo a ver com trabalho, que é a minha parte favorita de ser uma escritora. Agora, minha “máscara” caiu, eu planejo continuar escrevendo como Robert para manter uma distinção do meu trabalho e porque gosto de ter outra persona.
Por que você decidiu escrever como homem?
Isso influenciou de alguma maneira sua escrita?
Certamente eu queria colocar minha persona de escritora o mais distante possível de mim; assim, um pseudônimo de homem me pareceu uma boa ideia. Tenho orgulho de dizer, porém, que quando me “desmascarei” a meu editor David Shelley, que leu e gostou de O chamado do Cuco sem perceber que foi escrito por mim, uma das primeiras coisas que ele disse foi “eu nunca teria pensado que uma mulher escreveria isto”. Ao que parece, consegui incorporar meu homem interior!
Por que o nome de Robert Galbraith?
Tem algo a dizer a todos os Robert Galbraiths do mundo?

Só espero que os verdadeiros Robert Galbraiths do mundo sejam tão clementes quanto os verdadeiros Harry Potters. Devo dizer que não creio que seus apuros sejam muito constrangedores.

Escolhi Robert porque é um de meus nomes preferidos para homem, porque Robert F. Kennedy é meu herói e porque, felizmente, eu não tinha usado em nenhum dos personagens da série Harry Potter ou em Morte súbita.

Galbraith me veio por uma razão um tanto estranha. Quando eu era criança, queria muito ser chamada de “Ella Galbraith”, não sabia por quê. Nem mesmo sei como tomei conhecimento do sobrenome, porque não me lembro de ter conhecido ninguém com ele. Seja como for, o nome me fascinava. Na realidade, considerei me chamar L. A. Galbraith pera a série Strike, mas por motivos óbvios decidi que as iniciais eram uma má ideia.

Mais estranho ainda, havia um economista famoso de nome J. K. Galbraith, lembrança que só tive quando era tarde demais. Fiquei muito paranoica que as pessoas usassem isso como pista e descobrissem minha verdadeira identidade, mas felizmente ninguém investigou muito a fundo o nome do autor.

Por que decidiu que o “autor” teria uma formação militar?
Era o motivo mais fácil e mais plausível para que Robert soubesse como opera e investiga a seção de Investigação Especial. Outro motivo para torná-lo militar, trabalhando com segurança civil, era dar-lhe uma boa desculpa para não aparecer em público, nem fornecer fotografias.
Por que você escolheu um detetive particular como personagem
principal e por que um veterano de guerra e amputado?
Como eu disse antes, quero escrever clássicos policiais com um toque moderno. Um detetive particular é convidado para mundos diferentes. Isso me proporciona usar experiência de vida e explorar esses mundos profundamente. Eu conheço muitas pessoas que serviram nas forças armadas e que foram gentis o suficiente para ajudar em minha pesquisa. Eu entrevistei militares da ativa e ex-militares pelo máximo que me permitiram incomodá-los. Na realidade, todas as informações factuais vieram de fontes militares. Uma delas é do SIB (Special Investigation Branch). Assim, embora Strike seja inteiramente fictício, sua carreira e as experiências que ele teve baseiam-se em relatos verdadeiros de soldados reais. Fazer de Strike um veterano de guerra é ao mesmo tempo plausível e entusiasmante, do ponto de vista do romance. Uma das críticas que mais apreciei (antes de Robert ser desmascarado) disse que meu herói enfrenta sua situação “com determinação, em vez dos clichês de autodestruição”. Dei a Strike muitas virtudes dos militares de quem sou próxima: força de caráter, humor negro, resiliência e engenhosidade. Fazê-lo amputado acrescentou uma outra dimensão, permitindo que eu mostrasse a realidade diária de viver com uma deficiência, o que muitos veteranos de guerra têm que enfrentar atualmente. É algo que eu pessoalmente testemunhei com minha mãe, que tinha esclerose múltipla.
Por que ambientar o romance em Londres? Por que não Edimburgo?

Amo Edimburgo e a cidade forma um pano de fundo impressionante e tentador para a ficção criminal, mas eu sentia que já havia muitos detetives literários atraentes andando por suas ruas.

Meus pais eram londrinos e passei muito tempo ali em minha infância e na adolescência, visitando parentes. Morei lá em meus vinte anos e ainda adoro o lugar. É possível escrever sobre Londres a vida toda e não esgotar as tramas, as ambientações ou a história.

Pode nos falar um pouco mais de Strike e por que decidiu fazer
dele o personagem que é? E sua relação com Robin, que é intrigante?
Além de ser ex-policial militar, meu herói é filho ilegítimo de um homem muito famoso que ele só encontrou duas vezes. Strike me proporciona um meio de falar de forma objetiva e desapaixonada das excentricidades que acompanham a fama. No exército, Strike teve o anonimato por que ansiava; agora que saiu, encontra quem faça muitos pressupostos sobre ele, com base unicamente em sua origem familiar. O sobrenome do personagem veio de um homem real (mas falecido) mencionado em um livrinho sobre a Cornualha. A assistente de Strike, Robin, é uma secretária temporária que chega devido a um equívoco (ele tinha a impressão de haver cancelado seu contrato com a agência, sem ter fundos para pagar). Robin escondeu de todos, inclusive do noivo, a ambição de toda a vida de se envolver em trabalho de detetive. Fica muito entusiasmada quando se vê trabalhando para um detetive particular. No início, Robin acha Strike muito pouco atraente e antipático, mas logo começa a admirar sua ética de trabalho e sua inteligência. Enquanto isso, Strike, ciente de sua suscetibilidade como recém-separado e homem isolado, está decidido a não gostar demais desta garota prestativa e inegavelmente sexy e a não confiar demais nela. Foi muito divertido escrever o desenvolvimento dessa relação, com muitas estranhezas e uma amizade que surge aos poucos.
Qual é o seu processo de escrita desses romances?
É diferente de como você escreve suas outras obras?
Eu normalmente começo com uma ideia central e depois penso em como chegar lá. Eu planejo e pesquiso muito e sei muito mais sobre os personagens do que acaba aparecendo nos livros. É como eu sempre trabalhei. O mais recente romance da série, Vocação para o mal, envolveu uma quantidade insana de planejamento, a maior que eu já fiz para qualquer livro até agora. Eu tenho planilhas diferenciadas por cores para manter uma pista de para onde estou indo. Foi o mesmo para os livros do Harry Potter. O planejamento detalhado que existiu ali está todo bem documentado, e agora os fãs podem curtir no Pottermore! Geralmente, sou bem disciplinada na minha escrita e tento manter uma rotina de trabalho, mas não me imponho metas de números de palavras a atingir. Às vezes eu considero ter tido um bom dia se apaguei várias palavras ou simplesmente pensei bastante. E nunca escrevo o título antes de terminar o livro.
Com três livros da série publicados, você tem um favorito?
Eu amei escrever todos os livros até o momento, mas acho que Vocação para o mal é o meu favorito. Foi uma quantidade enorme de trabalho, mas eu gostei muito de desenvolver a trama, enquanto oferecia ao leitor mais sobre Strike e Robin. Também foi divertido mergulhar nas ótimas letras da banda Blue Oyster Cult.
A BBC vai adaptar os livros para a TV. Por que TV em vez de cinema?
E o quanto você estará envolvida nisso?
Sim, eu estou muito animada com a possibilidade de ver os livros ganhando vida na tela. Os enredos parecem se adaptar melhor à TV do que ao cinema. Já existem algumas ótimas séries de detetive na TV que funcionam superbem. Eu gostaria de trabalhar próximo ao roteirista no enredo e na adaptação, por conta do que eu tenho planejado para os personagens no futuro, mas, para além disso, estou feliz de deixar isso na mão de profissionais.
Foi noticiado que você tem sete romances da série
Cormoran Strike planejados. Esta informação está correta?
Não, na verdade há mais do que isso. A beleza de escrever esse tipo de romance é que cada um deles tem a sua própria e distinta história, então a série é bem aberta. Ela vai durar enquanto eu tiver histórias para contar.

Mural do livro

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